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Aprendizagem da Língua Escrita na EJA

Autor: Marcos Aurélio Ribeiro Dantas
Data: 06/04/2009

Aprender a ler e escrever é um grande desafio. Para nós, alfabetizadores, parece ser  fácil, no entanto, para os que estão no início do processo, parece muito difícil.

 Muitas vezes, os envolvidos no processo de alfabetizar precisam parar e refletir um pouco sobre tudo o que está envolvido no processo de alfabetização. As dificuldades dos indivíduos no início do processo de aprendizagem da linguagem escrita podem ser grandes, mesmo para os que apresentam um perfil normal de desenvolvimento cognitivo.

 Professores e familiares acreditavam que as pessoas que apresentavam tais dificuldades sofriam de transtornos mentais, e por isso, não conseguiam aprender, formando-se inúmeras classes especiais, destinadas a essas crianças. Psicólogos, psiquiatras e psicanalistas começaram a contestar essa hipótese. A partir de pesquisas de teóricos como Piaget e Vigotsky, que se dedicaram a observar  o processamento do desenvolvimento cognitivo, é que pudemos compreender que os indivíduos aprendem de maneiras diferentes e em tempos diferentes, pois recebem influência do meio e de outros indivíduos. Assim, passou-se a se respeitar as diferenças relacionadas à aprendizagem. 

 A luz dos estudos de Emília Ferreiro e Ana Teberosky, entendemos que a escrita é um produto cultural que vem antologicamente mediando as relações na nossa sociedade desde a era primitiva. Nessa época, o homem utilizava a escrita pictográfica. Porém, a escrita foi se desenvolvendo e hoje utiliza-se a escrita alfabética , a qual  assume o papel comunicativo.

A escrita vai além de um simples meio de comunicação, ela estabelece um código ao qual nos orientamos. Serve também como registro histórico (memória) e possibilita a construção de conhecimentos não permissivos pela oralidade.

 Acreditamos ainda que a escrita, por se tratar de uma língua, é um elemento de dominação, daí a nossa preocupação diante de adultos que já frequentaram a escola por sucessivos anos (ou que nunca frequentaram) e que não fazem uso crítico da mesma, tornando-se vulneráveis a ação do dominador que explora política, social e culturalmente.

 Partindo da concepção de que este é um tema de importância social, técnica e científica e visto que aprender a escrever é um resultado natural do processo de aprendizagem onde o indivíduo abstrai a comunicação oral, internalizando os aspectos significativos e exterioriza seus pensamentos através da língua escrita, assim compreendemos sua importância, cada vez mais acentuada em uma sociedade letrada. A cada dia percebemos que se torna mais essencial o domínio da língua escrita, não apenas como instrumento codificante, mas como meio de compreender criticamente o ambiente à nossa volta.

 No entanto, o que se percebe na prática é que muitas pessoas, apesar de terem passado por experiências  escolares e estarem inseridas numa sociedade letrada, ainda não adquiriram as competências básicas para o uso da língua escrita.

 Considerando o estudo sobre a escrita, propomos identificar quais metodologias vêm sendo adotadas pelos professores da Educação de Jovens e adultos (EJA). Observaremos se estes privilegiam valores conservadores, bem como verificaremos que posturas e práticas são adotadas e se as consequências de tais práticas favorecem ou não o processo de aprendizagem da língua escrita.

 Para tanto, o professor deverá conceber que a aprendizagem entre ele e seus alunos ocorre por um processo ininterrupto de mediação. É indispensável ao educador estimular a escrita espontânea dos alunos, visando construir seres sociais que reflitam e exponham suas ideias desenvolvendo conceitos que darão sustentabilidade durante a vida escolar e social.

 Assim, saber escrever é uma das capacidades indispensáveis para a adaptação e integração do indivíduo no meio social. Para facilitar a aprendizagem escolar, muitos estudos sobre as habilidades envolvidas neste processo têm sido realizados. Entretanto, para um grande número de pessoas trata-se de uma tarefa difícil, elas não conseguem ser alfabetizadas ou acompanhar o processo de ensino formando as classes da EJA.

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