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O Plano Político Pedagógico e a Administração Educacional

Autor: Dener José Datti
Data: 23/10/2017
Pois bem. Quero começar com a colocação do Prof. Vitor Henrique Paro, quando ele conceitua a palavra administração. O termo administração ainda é visto por grande parte das pessoas como algo isolado, quando na verdade não o é. Administração é sinônimo de gestão. A administração e a gestão são os meios que serão utilizados para determinados fins. E a finalidade é a educação!

Então administração não é alguém administrar alguém e está longe disso!

A administração do Ministério da Educação tem que ser conivente com a administração da educação no Brasil. Isso é muito profundo! Quando a frase: "trabalho de tessitura que possa ser chamado de uma rede..." (Rios, 1992) vem exatamente exaltar essa colocação.

A administração precisa ser uma rede integrada! Falando mais para a educação pública, porém, sem deixar a educação privada também. Por que tudo precisa ser visto como uma rede! Uma rede de ensino e não uma rede de administração de papéis.

Acredito que o prof. Paro foi feliz quando colocou sua visão, porque o Estado não sabe o que é educação. O Estado procura colocar o Ministério da Educação, a Secretaria de Educação, as Delegacias de Ensino, tudo de maneira como documentos a serem seguidos, apenas regras a serem cumpridas. Porém, esses documentos tratam de educandos e de toda uma rede de ensino, até chegar à supervisora de ensino, o diretor escolar, a coordenação, ou seja, o trio gestor e vai ao principal, que não são os papéis timbrados ou ultra bem redigidos, mas sim a realidade da escola, a realidade do educando, a realidade do professor, a realidade social. A realidade política!

Cada região terá um plano político pedagógico de acordo com seu foco, sua missão. Estou indo além porque acredito ser o momento certo! O Estado trata a educação como algo que se transmite e educação não têm bem essa conotação, por isso o Estado não sabe o que é educação.

Educação é deixar elucidado o momento histórico da humanidade! Educação é conseguir mostrar ao educando aonde a humanidade chegou em milênios de anos, e muito mais!

Chegamos a grande questão da educação: -O que difere o homem do animal? É a ética! Então educar sem valores, sem ética é adestramento e não educação.

Adestrar não é educar. Por isso temos Doutores, Senadores, Vereadores, Prefeitos corruptos! Por que não foram educados! Não sabem o que são valores. Não sabem o que é ética!

Acredito que cheguei ao ápice da questão. Nossa educação muitas vezes se restringe em adestramento, em se transmitir algo. Uma criança de sete anos não pode raciocinar aritmética, então o Estado não sabe o que é educação, se nosso Estado soubesse o que é educação nosso Senado não estaria recheado de corrupção! Onde está a ética? Onde estão os valores?

Acadêmicos, Doutores defendendo a corrupção. Basta olharmos para Fernando Collor e a CPI do Narcotráfico! Petrolão, mensalão, operação lava-jato, Polícia Federal em cima de alguns dos maiores professores de direito do país! O Estado não sabe o que é educação, mas sabe o que é adestramento.

O trio gestor (Diretor, Supervisor de Ensino e Coordenador Pedagógico) precisa andar em harmonia e de braços dados com o Plano Político Pedagógico da escola.

Quando falamos em política acontece outra avalanche de desinformações. No caso da escola, política se refere à realidade social à qual se vai educar. Por isso um Projeto Político Pedagógico precisa estar alinhado com a realidade social das famílias dos educandos.

Novamente temos o Estado mostrando que não sabe o que é educação, pois é muito simples; se a condição social dos educandos não favorece a educação, então teremos novamente adestramento! E a consequência é óbvia, tráfico, violência, condições sociais degradáveis! Novamente o Estado prova que não sabe o que é educação e que investe em delinquência e não em educação.

Outro ponto é o piso salarial dos professores! Ora, como educar pensando em vender o almoço para comprar o jantar? O Estado novamente falho, demente e insano.

Dentro de todo esse processo o trio gestor precisa andar de acordo com o Projeto Político Pedagógico da escola, que nada mais é do que os objetivos e adequações às quais a escola irá fazer para conseguir educar.

No meu estágio de gestão escolar, tive grande êxito acadêmico, pois tive contato com o Supervisor de Ensino ao qual são prestados relatórios para a Diretoria de Ensino, tive contato com o Diretor escolar, com a Coordenadora Geral e com os Coordenadores de Área. Dentro de meu estágio percebi grande entrosamento nos mesmos.

Também posso compartilhar a experiência de um curso técnico que fiz no Centro Paula Souza, onde fui coordenador de classe e ajudei o Coordenador Geral em alguns casos, inclusive de outras classes.

Evidente que um Projeto Político Pedagógico de nossas escolas privadas está mais voltado à classe econômica e às formas com que irá fazer surgir maiores lucros de seus alunos. A realidade da falta do ensino público faz com que o que se pareça ser uma boa escola é a quantidade de alunos que passa na FUVEST. Esse é outro ponto que precisa ser olhado um pouco mais a fundo, pois novamente estamos de frente ao adestramento.

Referências:

PARO, Vitor Henrique. Por Dentro da Escola Pública. São Paulo: Cortez, 2016.

ALARCÃO, Isabel. Escola Reflexiva. Escola Reflexiva e Nova

Racionalidade. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001.

LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e pedagogos, para quê? São Paulo:

Cortez, 2001.

VEIGA, Ilma P.A. Projeto Político Pedagógico da escola: uma construção

possível. Campinas, SP: Papirus, 1995.

LIMA, Licínio C. Organização escolar e democracia radical: Paulo Freire e a
governança democrática da escola pública. São Paulo: Cortez, 2002.

 

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