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TECENDO A CONTEXTUALIZAÇÃO DA INTERATIVIDADE NA EDUCAÇÃO ATUAL

No atual cenário educacional somos desafiados a atentar para a lógica da reorganização do espaço educacional, direcionando um olhar aos conceitos e ações que norteiam a prática docente apontam para a necessidade da mudança, do novo, na medida em que novas gerações vão adentrando à instituição escolar. Sendo assim, é importante destacar o processo educacional na forma de direcioná-lo ao âmbito inovador, ativo e "conectado" com a realidade atual.

A palavra interatividade designa significados inerentes à capacidade de comunicação, de interação, diálogo e cooperação entre pessoas, grupos ou objetos. Ao articular este conceito no espaço escolar, pode-se dizer que o contexto interativo promove,
Uma nova relação do aluno com o conhecimento, com outros alunos e com o professor, a partir do momento, em que se propõe um ensino que considera como prioridade as formas de aprendizagens. [...] A possibilidade de interagir [...] implica rever todos os papéis dos envolvidos no processo ensino e aprendizagem (BARROS; CARVALHO, 2011, p. 218).
Desta forma, compreende-se a importância de introduzir situações/momentos interATIVOS, na medida em que o discente permite (re) criar-se, potencializar-se e intervir na construção do conhecimento de modo a ressignificar suas ações e aprendizagens.
Nesta perspectiva, torna-se imprescindível adentrar no contexto relativo à escola e família, partindo do pressuposto de que ambas desempenham papéis importantes no processo educativo.

Desta forma, torna-se importante articular os papéis, na medida em que tanto a escola quanto a família desempenham funções semelhantes, de reflexos significativos ao educando. Portanto, o processo educativo decorre da participação ativa e mediadora entre ambas, ao posicionarem o aluno enquanto sujeito ativo da sua aprendizagem.
Neste sentido, a escola, supera a concepção de mera reprodutora de saberes na medida em que os teóricos a caracterizam como"escola aprendente", que visa humanisticamente a produção e mobilização do conhecimento, numa perspectiva colaborativa de aprendizagem.

Todavia, entrelaçar aspectos condizentes à perspectiva relacional e interativa entre escola e família, introduz a interrelação entre professor e aluno, que, de certo modo, desencadeiam ações e vivências construtivas que refletem na interação entre ambos.

Neste contexto, o professor torna-se o mediador do conhecimento, enquanto os educandos são desafiados a participarem ativamente deste processo. Por isso, é fundamental que,
Professor e alunos saibam que a postura deles, [...] é dialógica, aberta, curiosa, indagadora e não apassivada, enquanto fala ou enquanto ouve. [...] O bom professor é o que consegue, enquanto fala, trazer o aluno até a intimidade do movimento de seu pensamento. Sua aula é assim um desafio [...] o saber de que a pedra fundamental é a curiosidade do ser humano.  (FREIRE, 1996, p.86).
Compreende-se que a aprendizagem ocorre a partir de uma participação colaborativa, em que tanto educandos quanto educadores participam ativamente do processo em construção. Assim, entrelaça-se a complexidade da curiosidade neste contexto, uma vez que esta determina as ações dos sujeitos na perspectiva de ampliar suas potencialidades, desenvolver capacidades de agir e pensar diante das situações vivenciadas na sala de aula.

Cabe ressaltar ainda que, neste paradigma, o educador torna-se mediador na produção de conhecimentos, introduz o engajamento motivacional da aprendizagem através do compartilhamento de ideias e da interação com os educandos. Sua metodologia de ensino e as reflexões acerca dos conteúdos, entre outros aspectos, contribuem na eficiência e eficácia da prática educativa na sala de aula.

Especialmente, esta correlação existente entre estes sujeitos (professor-aluno) direciona um olhar à prática pedagógica e os espaços da escola/sala de aula, num âmbito interativo, cercado de circunstâncias inovadoras que dão vida e dinamizam o processo educativo.

Sabe-se que a organização do espaço na sala de aula enfatiza a relação do aluno com o aprender, especialmente quando este caracteriza-se como um ambiente mediador de aprendizagens, permitindo ao aluno conhecer e interpretar suas ações neste meio. E, nesta perspectiva, cabe ao professor repensar a organização do espaço escolar, uma vez que este busca desmitificar o padrão dos arranjos tradicionais, preparando-se para acolher a diversidade presente em seu cotidiano.

Portanto, a relação que tanto alunos como educadores mantêm no espaço-tempo da sala de aula, permite a contextualização da construção de pensamento, conhecimento e possibilita o processo de interatividade, ao primar pela construção e vivências de situações significativas de aprendizagem.

Assim, torna-se possível desenvolver atividades que caracterizam o espaço da sala de aula, tornando-o dinamizador e interativo, ao passo que define-se como um ambiente de
Ensino-aprendizagem de saberes específicos, em níveis e complexidade diferenciados, através de metodologias apropriadas, e que só tem em sua peculiaridade assegurada na medida em que professores e alunos garantem, a execução real destes objetivos. A sala de aula, então, é aquele espaço físico [...] dinamizado prioritariamente pela relação pedagógica. (MORAIS, 1988, p. 86).
É neste espaço interativo, da sala de aula, que o processo educativo ocorre de forma significativa, na medida em que visa a produção do conhecimento sob a valorização da exploração deste ambiente.

Para tanto, torna-se imprescindível refletir acerca da influência das tecnologias no contexto educacional, já que, inseridos numa sociedade virtual, os alunos mostram-se capacitados e imersos à estas ferramentas. Daí surge a caracterização destes sujeitos na perspectiva integradora da inovação, ou seja, a geração conhecida pelos pesquisadores da área "nativos-digitais".

Diante disso, percebe-se que o paradigma atual (interativo/inovador) emerge situações objetivas de ensino aprendizagem, na perspectiva de amparar as ações proporcionadas pelos educadores à colaboração da construção de conhecimentos e das potencialidades dos educandos.
Com a realidade atual, os alunos tornam-se aprendentes tecnológicos, na medida em que usufruem dos meios interativos/ tecnológicos de ensino aprendizagem. Já que, apresentam-se digitalizados na versão "3.0", enquanto, a maioria dos professores encontram-se no estágio "1.0" (FAVA, 2014). Esta diferenciação, por sua vez poderá resultar numa certa resistência ou dificuldade de capacitação ou apropriação tecnológica-ativa por parte dos professores, aspecto este que evidenciou novamente a importância desta pesquisa.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As reflexões aqui apresentadas levam-nos a refletir sobre as práticas pedagógicas escolares desenvolvidas no paradigma tradicional permeado pela premissa em que o professor ensinava e o aluno aprendia. Já no contexto do paradigma contemporâneo professores e alunos ensinam e aprendem num processo contínuo de interação.

Ademais, estas transformações educacionais são influenciadas pelo contexto social, tecnológico e resultam na reorganização de um novo sistema de ensino, fundamentado pelo processo interativo de aprendizagem, na medida em que novas gerações constituem o espaço educacional e este modifica-se de acordo com a realidade existente ou vivenciada. 

Todavia, a tão sonhada "poesia" educacional torna-se um desafio (poder-se-ia falar de um ponto inicial) na medida em que os professores se propõem a acompanhar o dia a dia escolar com o desenvolvimento de práticas pedagógicas interativas de aprendizagem. Direciona-se, neste contexto, um olhar mais ativo e interativo, com o intuito de ressignificar o processo ensino-aprendizagem.

Sobretudo, buscou-se direcionar, uma melhor visibilidade aos aspectos interativos no processo ensino aprendizagem. As pesquisas realizadas, apontaram, portanto, a necessidade de repensar as práticas pedagógicas no contexto dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, com o intuito de perceber a dinamização entre o contexto educacional passivo (paradigma tradicional) e a interatividade (paradigma interativo), de modo a torná-las ativas, através de vivências e experiências que identificam a realidade e promovam o autodesenvolvimento dos sujeitos envolvidos.

REFERÊNCIAS
BARROS, Maria das Graças; CARVALHO, Ana Beatriz Gomes. As concepções de interatividade nos ambientes virtuais de aprendizagem. Tecnologias digitais na educação. [online]. Campina Grande: EDUEPB, 2011. Disponível em: <http://books.scielo.org/id
/6pdyn/pdf/sousa-9788578791247-09.pdf>. Acesso em: 23/05/2016.

FAVA, Rui. Educação 3.0. 1 ed. São Paulo: Saraiva, 2014.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública: A pedagogia crítico social dos conteúdos. 4 ed. São Paulo: Loyola, 1992.

MORAIS, Regis de (org.). Sala de aula: que espaço é esse?. 3 ed. Campinas, SP: Papirus, 1988.

NETO, Alexandre Shigunov.; MACIEL, Lizete Shizue Bomura. O ensino jesuítico no período colonial brasileiro: algumas discussões. Educar, Curitiba, n. 31, p. 169-189, 2008.

SAVIANI, Dermeval. Escola e democracia: Teorias da educação, curvatura da vara, onze teses sobre educação política. Campinas, SP: Autores Associados, 1999.

SCHMITZ, Lenir Luft. Entre a educação e o ensino fundamental: uma análise das vivências espaço-temporais das infâncias. 1 ed. Curitiba, PR: CRV, 2012.

SCHMITZ, Lenir Luft. Paradigmas do conhecimento: os percursos e descaminhos da educação ao longo da história. Revista Divisa, Faculdade de Itapiranga, v.3, n. 4, p. 77-82, jul./dez. 2006.

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