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O Lúdico e o Papel do Jogo na Aprendizagem Infantil

Autor: Claudia Zajac Dudar e Jandira Inez Garcia dos Santos
Data: 17/09/2015
RESUMO: A atual perspectiva sobre os jogos infantis tem levado educadores a estimular a prática do jogo como forma de proporcionar a aprendizagem e o desenvolvimento infantil. Estudiosos em suas pesquisas veem a ludicidade como um instrumento pedagógico significativo e de grande valor social. O foco desse artigo é verificar como ocorre o desenvolvimento e aprendizagem infantil através do lúdico. A pesquisa está baseada nas teorias de Piaget e Vygotsky, e uma abordagem bibliográfica de cunho qualitativo. Apresentando como resultado que a utilização do lúdico pelos professores na Educação Infantil condiciona uma prática que favorece o desenvolvimento e a aprendizagem da criança.

Palavras-chaves: Lúdico; Jogos; Brincadeiras; Desenvolvimento e Aprendizagem Infantil.


INTRODUÇÃO

As gerações atuais brincam de forma diferente em relação às gerações anteriores, e isso porque o homem se constrói, sendo ele um ser histórico com desejos e interesses que variam ao longo do tempo. Nesse sentido, entendemos que o lúdico na educação infantil, é um meio primordial, que possibilita a criança utilizar ao mesmo tempo, diferentes tipos de linguagens, facilitando a apropriação de significações e conceitos.

Utilizar a ludicidade como recurso pedagógico requer que o processo se debruce frente às inúmeras brincadeiras infantis e às suas relações com o aporte teórico, explore recursos e materiais, organize objetivos e elabore espaços e ambientes que favoreçam as ações educativas e recreativas.

O lúdico e a educação devem caminhar indissociavelmente, a proposta do lúdico é promover uma aprendizagem significativa na prática educacional, é incorporar conhecimentos, garantindo o direito e as especificidades da infância.

Na atividade lúdica, o que importa não é apenas o produto da atividade o que dela resulta, mas a própria ação, o momento vivido. Possibilita a quem a vivencia, momentos de encontro consigo mesmo, com a fantasia e a realidade.
Segundo Oliveira (1985, p.74) o lúdico é:

(...) um recurso metodológico capaz de propiciar uma aprendizagem espontânea e natural. Estimula a crítica e a criatividade, a socialização, sendo, portanto reconhecida como uma das atividades mais significativas - se não a mais significativa - por seu conteúdo pedagógico social.

Assim, o lúdico passa a ser uma ponte entre a educação e a criança, pois a criança é um ser essencialmente brincante, resiste, luta, fantasia, tem força e energia.

O corpo que brinca, é o corpo da festa, da ginga, da fantasia, da criatividade, é aquele que se manifesta enquanto construtor de signos sociais subversivos e resistentes à ordem alienante. O brincar é o seu modo mais privilegiado de expressão e de comunicação da criança, permitindo-lhe desenvolver a partir das interações com o meio e com as estruturas que possui.

De acordo com Fantin (2000, p. 205):

[...] a interação que estabelece na organização da brincadeira diz respeito a várias dimensões, tanto nas interações lúdicas [...] que passam e transmitem valores, formas de educar, como nas interações entre as crianças, pois quando brincam não estão "só brincando", mas conversam entre elas renegociam papeis temas conteúdos e regras.

O brincar é visto com seriedade no desenvolvimento da criança, pois com a proposta do lúdico na educação, a criança será incentivada a uma aprendizagem prazerosa e significativa. A concepção do lúdico como um recurso direcionado à aprendizagem destaca-se, entre as questões da prática pedagógica do professor por estar ligada à questão do conhecimento.

O professor interessado em promover mudanças poderá encontrar na proposta do lúdico uma importante metodologia que contribuirá para diminuir os altos índices de fracasso escolar e evasão verificada nas escolas.  Diante deste quadro, a utilização de atividades lúdicas, pode contribuir para uma melhoria nos resultados obtidos pelas crianças/alunos.
O movimento lúdico, simultaneamente, torna-se fonte prazerosa de conhecimento, pois nele a criança desenvolve sua afetividade, psicomotricidade, elabora sequencias lógicas e constrói classificações, ampliando conceitos das várias áreas da ciência (RONCA, 1989).

Através das brincadeiras lúdicas, a criança pode experimentar, descobrir, criar e recriar espaços e experiências, construir saberes sobre si própria e sobre o mundo que o cerca, assim sendo conclui Levin (1997), o próprio da infância é o ato lúdico como espelho que ata o real, o imaginário e o simbólico na infância.

Sendo assim, Santos et al (2010, p. 103) conclui que "a criança passa a ser entendida como um ser social histórico que apresenta diferenças e que precisa ser conhecido, respeitado, amado e valorizado".

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