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Lúdico na Educação Infantil: Considerações entre Aprender e Ensinar

(Página 2)

O LÚDICO NO CONTEXTO DE ENSINAR

É de extrema valia para a base teórica que se firma a definição dada por Rogers (1986), indicando aprendizagem como sendo uma "insaciável curiosidade" ao ser humano e que a sua essência é o significado.

Assim os meios pelos quais se desenvolve a aprendizagem são ainda mais importantes que o próprio conteúdo previsto como base para o ensinamento, onde tudo depende amplamente da operação de modos e meios para se oferecer o ensinamento.

Em conformidade com Andrade (2011) a criança precisa usufruir gradativamente de uma independência do agir, experimentar situações de escolhas e tomadas de decisões e participar, segundo suas possibilidades do estabelecimento de regras e sanções.

Está evidente que o ensinar como um processo, um rito de acontecimentos, deve ser perpassado em uma dinâmica que lhe de âmbito e notoriedade para com o aluno, o educando.

Nesta juntada de conceitos, o lúdico ganha estampa por dar ao educando, não só enquanto criança, mas de forma geral, ferramentas e condições para se embasar e estabelecer resultados dentro de um contexto de aprendizagem, em um âmbito geral e expresso, com um fim certo.  

Em continuidade a esta exposição de necessidade e possibilidades, torna-se importante nos voltarmos para o autor Rosamilha (1979):
A criança é, antes de tudo, um ser feito par brincar. O jogo, eis aí um artifício que a natureza encontrou para levar a criança a empregar uma atividade útil ao seu desenvolvimento físico e mental. Usemos um pouco mais esse artifício, coloquemos o ensino mais ao nível da criança, fazendo de seus instintos naturais, aliados e não inimigos.
Entre meio a diversas competências a atividade lúdica tem a capacidade de uni-las, concentrando este desenvolvimento certo, a uma linha de aprendizagem bem elaborada, dentro de critérios próprios, os quais podem ser ajustados, mesmo diante de públicos variados.

Em confirmação, temos Wajskop apud Vigotsky (1995), onde frisa que a brincadeira:
(...) cria na criança uma nova forma de desejos. Ensina-a a desejar relacionando os seus desejos a um "eu" fictício, ao seu papel na brincadeira e suas regras. Dessa maneira, as maiores aquisições de uma criança são conseguidas no brinquedo, aquisições que no futuro tornar-se-ão seu nível básico de ação e moralidade.

O esmero do ensino se contrapõe à realização da aprendizagem bem instruída por consequência de uma elaboração firmada em um amparo que repercuta bem aos olhos dos alunos.

O ensino bem pautado em condições extremamente vantajosas que expressão a satisfação do público alvo, ainda mais se tratando da educação inicial trará consequências essencial na formação do ser humano.  

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A educação é uma trama de conceitos que misturam o fictício com o real, onde tudo o que pensamos e elaboramos, pode parecer muito claro e agradável aos olhos de quem elabora conceito, definições e expressões.

O que observamos nesta revisão bibliográfica deixa muito evidente que a elaboração do conhecimento, e bem como a sua absorção está diretamente ligada ao processo que leva o conceito, isto é, que transmite as concepções do educador para o aluno, independentemente do tema contemplado.

Em detrimento à educação infantil, nos deparamos com uma criança que começa a conceber valores de aprendizagem que quando ensinados e da maneira como forem ensinados, iram estabelecer conceitos que a acompanhará por toda a sua vida, ou não, dependendo exclusivamente da metodologia a ser adotada na busca por forma estes conceitos.

Figura-se assim o método de ensino lúdico, método este que ampara-se nos conceitos de ensinar e aprender e demonstra-se uma ferramenta de imensa utilidade, posto que é algo que acompanha a criança, sem a necessidade de grandes esforços para despertar nela a vontade em querer se comprometer com a causa final de conhecer, conceituar, aprender e porque não dizer ensinar.

BIBLIOGRAFIAS

ANDRADE, Daniela Barros da Silva Freire. Pedagogia da Infância VI: Educação e Ludicidade. Cuiabá, 2011.

CAMPOS, D. M. S. Psicologia da Aprendizagem, 19º ed., Petrópolis: Vozes, 1986.

GOLEMAN, Daniel. Estruturas da mente: a teoria das inteligências múltiplas. São Paulo: Graffex, 1999.

ROGERS, Carl. Liberdade de Aprender em Nossa Década, 2ª edição, Porto Alegre: Artes Médica. 1986.

ROSAMILHA, Nelson. Psicologia do jogo e aprendizagem infantil. São Paulo: Pioneira, 1979.

ROSSINI, M. A. S. Aprender tem que ser gostoso. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003.

WADSWORTH, Barry. Jean Piaget para o professor da pré-escola e 1º grau. São Paulo, Pioneira, 1984.

WAJSKOP, Gisela. BRINCAR na pré-escola. São Paulo: Cortez, 1995.


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