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Importância do Lúdico em Sala de Aula: o Brincar e o Jogar no Cotidiano Infantil

Autor: Jessica Abadia Ferreira
Data: 02/02/2017
RESUMO

Jogos e brincadeiras sempre fizeram parte do cotidiano de toda criança, em maior ou menor grau e são atividades de suma importância para o seu desenvolvimento e que estão diretamente ligadas ao lúdico no cotidiano infantil. Através do jogos e brincadeiras são desenvolvidos os aspectos físicos e cognitivos, a criança se socializa e interage com pessoa e com o meio. Foi essa constatação que deu origem ao interesse pelo tema lúdico, jogos e brincadeiras e como estes são importantes para o desenvolvimento infantil. Assim sendo, o objetivo desta pesquisa é analisar o que é o lúdico e como através de jogos e brincadeiras ele se faz presente na vida das crianças, auxiliando a um desenvolvimento integral e a uma vida com mais qualidade. Para a realização da pesquisa foram utilizadas discussões bibliográficas que tiveram respaldo em obras de autores como Baquero (2000), Wadsworth (1977), Roloff (2015), dentre outros autores. Após a conclusão da pesquisa é possível notar que quando os jogos e brincadeiras são inseridos em sala de aula, eles se tornam uma interessante e importante ferramenta no auxílio ao desenvolvimento infantil, e é de suma importância que sejam atividades acompanhadas e planejadas pelo professor, para que assim possam contribuir para a intensificação da aprendizagem das crianças.

Palavras-Chaves: Atividades lúdicas. Infância. Jogos. Brincadeiras. Socialização.

O lúdico faz parte da existência do ser humano, sendo uma fonte de desenvolvimento de potencialidades e habilidades no ser humano e com isto, Santin (2001, p.23) afirma:

Parece que o homem da ciência e da técnica perdeu a felicidade e a alegria de viver, perdeu a capacidade de brincar, perdeu a fertilidade da fantasia, da imaginação guiada pelo impulso lúdico. O brinquedo acabou sendo reduzido a um fenômeno marginal na paisagem da existência adulta, porque é modelada e determinada por fenômenos mais sérios. Tudo o que ele faz precisa ter resultados. O que interessa é o objetivo estranho do mesmo.

Essa busca constante por resultados faz com que, muitas vezes as pessoas, em geral, não tenham tempo para se divertir, para interagir com os outros ou para ter momentos de prazer e alegria, e isto também acaba acontecendo nas escolas, pois a grande preocupação com as notas e com a aprovação, muitas vezes, faz com que os profissionais não ofereçam aos alunos momentos em que possam aprender, mas também se divertir e que desenvolvam prazer pela aprendizagem. Freinet (1998) discutindo a dimensão do lúdico afirma que:

[...] um estado de bem-estar que é a exacerbação de nossa necessidade de viver, de subir e de perdurar ao longo do tempo. Atinge a zona superior do nosso ser e só pode ser comparada à impressão que temos por uns instantes de participar de uma ordem superior cuja potência sobre-humana nos ilumina". (FREINET, 1998, p.304)

É assim que as atividades lúdicas agem sobre o interior do ser humano, exaltando potências íntimas, levando-o a uma maior convivência social e através da mesma ao estímulo de seu desenvolvimento e aprendizagem.

Dessa maneira a palavra lúdico que vem do latim ludus significa brincar, incluindo assim os jogos, brinquedos e divertimentos, referindo-se ainda a atividade exercida por aquele que joga, que brinca e que se diverte e, portanto, durante o desenvolvimento de um jogo também ocorre aprendizagem do indivíduo, desenvolvendo seus conhecimentos, seu saber e sua compreensão do mundo.

A partir do momento em que a situação lúdica é intencionalmente criada pelo adulto, de forma a levar a criança a desenvolver certos tipos de aprendizagem é desenvolvida sua dimensão educativa. E assim, os jogos e os brinquedos, quando assumem essa função tanto lúdica como educativa propiciam tanto a diversão, prazer, como também ensinam qualquer coisa que auxilie na complementação do saber do indivíduo, desenvolvendo conhecimento e auxiliando-o a apreender o mundo (KISHIMOTO, 2006).

O professor que compreende essa dimensão lúdica da educação pode também ganhar uma ferramenta no processo de ensino e aprendizagem, mas, para isto, ele precisa tomar decisões sobre os conteúdos e sobre que tipo de jogos e brincadeiras ele irá utilizar para cada faixa etária, de forma que a aprendizagem seja facilitada por esses recursos e por isto, Tubino (2010, p.14) argumenta:

ao meu ver, um jogo ou uma brincadeira na sala de aula, não representa apenas um momento de recreação e divertimento. Essas atividades lúdicas possibilitam mais ações mentais diferenciadas, e há nesses momentos uma maior aprendizagem do que se o professor entregasse atividades prontas em folhas ou copiadas do quadro para o caderno.

É importante que a escola seja um espaço rico e estimulante de aprendizagens, que nela haja a presença do lúdico, onde o professor seja um mediador entre o aluno e o conhecimento, auxiliando a criança a desenvolver sua imaginação, autonomia, a ter mais confiança em sua capacidade, a conviver com as diferenças existentes entre os colegas, formando sua personalidade e solidificando conhecimentos necessários a sua vida adulta.

Chama-se a atenção para a necessidade do lúdico que todo ser humano tem, este expediente que não se refere à simples prática de jogos e brincadeiras, ao contrário, está presente na leitura, na literatura infantil, na forma natural como os alunos compreendem o mundo. A atividade lúdica, quando utilizada nas escolas, possibilita que os alunos tenham mais atenção às atividades e sua aprendizagem seja potencializada.

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