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A Importância da Leitura na Vida do Ser Humano

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TIPOS DE LEITURA

Em função dos interesses e principalmente do nível de domínio técnico da habilidade de ler, pode-se destacar, conforme sugere a literatura, três tipos de leitura:

Leitura elementar: A leitura elementar é o primeiro estágio de domínio dessa habilidade. É a fase que o indivíduo passa a utilizar, mesmo que de forma insipiente o código gráfico. O primeiro encontro da criança com a leitura dá-se nesse nível. Seu problema nessa fase é reconhecer cada palavra na página. Ela vê uma sucessão de sinais gráficos aos quais busca associar significação. Não tem a pretensão de captar uma mensagem global, mas simplesmente perceber a combinação dos elementos gráficos que representam uma determinada sucessão de sons vocais.

Os problemas de leitura em fase elementar não se restringem exclusivamente a leitores iniciantes; podem persistir em leitores já bastante treinados.

Leitura inspecional: Caracteriza-se pela importância especial atribuída ao tempo. Ao ler nesse nível, o educando deve ater-se a um mercado para fazer determinada leitura. O objetivo dessa modalidade é extrair o máximo de um livro dado, em geral relativamente curto.

Quem se propõe a fazer uma leitura inspecional deve aprender a seguir certos passos:
- Passar os olhos pelo frontispício e pelo prefácio, se houver;
- Examinar o índice remissivo;
- Dar uma olhada nos capítulos que perecem fundamentais para o assunto;
- Virar as páginas, detendo-se aqui e ali, lendo um ou dois parágrafos, várias páginas seguidas.

A leitura inspecional é uma excelente técnica para quem precisa dar informações bibliográficas ou quem precisa ter uma ideia geral sobre determinada obra. Este tipo de leitura pode ser aplicado na consulta de revistas e jornais.

Leitura analítica: É o mais alto grau em termos de leitura como forma de aprendizado. No dizer de Adler e Doren (1974, p.25 e 26) "se a leitura é inspecional é a melhor e mais completa possível num tempo limitado, a leitura analítica é a melhor e mais completa possível num tempo ilimitado".

Esta modalidade de leitura é o autêntico modo de estudar sobre o texto escrito. Ela requer do leitor um grande esforço de atividade mental a fim de possibilitar-lhe o diálogo implícito com seu autor por meio de questões que ele formula e a proposição de respostas que ele busca estabelecer.

Mas isso deverá ser feito de forma objetiva, partindo das unidades que levam para o todo. É necessário que sejam aprendidas as partes percebidas, a íntima inter-relação que leva a significação global do todo. Um leitor que não levar em consideração estes detalhes, que não se preocupa em desmembrar o todo em partes e posteriormente, recompor o todo pelas partes, por mais redundante que possa parecer, não fará leitura analítica nem um estudo propriamente dito.

Pela leitura analítica, o educando tem condições de chegar ao esqueleto, à estrutura básica que sustenta e dá sentido a toda obra. É por esta modalidade de leitura que é possível identificar a mensagem geral de uma obra escrita, bem como os módulos que permitem esta significação.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Qualquer que seja o tipo de leitura desenvolvida pelo educando, o educador deve visar à formação daquele, que é um desafio para as escolas.  Para um bom desempenho, o leitor deverá valer-se de estratégias e habilidades que visam desenvolver o gosto pela leitura.

A escola deve propiciar aos educandos contato com bons autores, bons livros, revistas, jornais, panfletos, propagandas, desde as primeiras séries, pois será desse contato que (re) nascerá o gosto pela leitura. "A leitura é a extensão da escola da vida das pessoas. A maioria do que se deve aprender na vida terá que ser conseguido através da leitura fora da escola. A leitura é uma herança maior de que qualquer diploma" (CAGLIARI, 1989, p. 148).

Portanto, no processo educacional, ler é humanizar-se, uma vez que o escritor é aquele que, mais do que ninguém ausculta o seu povo, que renuncia a muitas coisas, impulsionado por uma necessidade profunda de expressão. Por isso, a leitura que efetivamente penetre um texto só pode ser participante e rica, a nível individual e social. É esta a que deve ser tomada como imperativo de uma educação humanizante e emancipadora.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALVES, Rubem. Por uma Educação Romântica. Campinas. São Paulo: Papirus, 2002.
FREIRE, P. A. A Importância do Ato de Ler. São Paulo: Autores associados. Cortez, 1982.
GROTTA, E. C. B. Dissertação de Mestrado, Processos de Formação do leitor: Relato e Análises de Quatro Histórias de Vida. Campinas, São Paulo: UNICAMP, 2000.
Leite, S. A. S. (Org.) Alfabetização e Letramento: Contribuições para as Praticas Pedagógicas. Campinas, São Paulo: Korneid - Arte Escrita, 2001.
Leitura, Teoria e Prática - Revista da Associação de Leitura do Brasil. Ano 2, Junho 1985, nº 5, Porto Alegre: Mercado Aberto.

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