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A Educação Corporativa como Diferencial Competitivo

Autor: Mariana de Oliveira Fernandes Torres
Data: 04/06/2009

Resumo

Vivemos a Era do Conhecimento, portanto, a educação além de sua legitimidade social e política, assume também uma legitimidade macroeconômica, influenciando o desenvolvimento das empresas e das nações.

O cenário global é de rápidas e intensas mudanças,  somente pessoas e organizações que se propuserem a aprender continuamente atingirão uma vantagem competitiva sustentável. Esta aprendizagem contínua traz para o indivíduo o conceito de empregabilidade, e para as empresas a permanência e destaque no mercado em que atuam.

Palavras - chave: Educação corporativa; competências; valores intangíveis.

A Educação corporativa surgiu com outras séries de mudanças trazidas pela Era do Conhecimento.

A educação nas empresas sempre existiu, porém, está com uma nova roupagem, imposta pelas transformações experimentadas pelo mundo, principalmente a partir da década de 90, que com o avanço da globalização trouxe um cenário de mudanças e incertezas.

Quando o planeta era um local de cenários previsíveis, havia uma grande distinção entre trabalho manual e intelectual. Os centros de Treinamento e Desenvolvimento destinavam-se a suprir as necessidades pontuais dos trabalhadores, que executavam tarefas específicas. O que era necessário para se realizar um bom trabalho? Ter conhecimento e habilidade suficiente para realizar suas tarefas e repetí-las, até chegar próximo à perfeição. Programas educacionais mais amplos ficavam restritos aos níveis gerenciais e à alta administração.

O que acontece com um funcionário que hoje sabe realizar somente tarefas específicas, adquirindo habilidades e conhecimentos suficientes somente para repetir aquilo que lhe cabe? 

Esse funcionário está longe do conceito moderno de empregabilidade, ou seja, não existe mais o emprego para vida toda, mas sim a capacidade de estar sempre empregado. Se for dispensado da empresa em que trabalha, dificilmente conseguirá se recolocar de maneira satisfatória no mercado de trabalho.

Se fizermos uma lista de competências exigidas para o trabalhador, que transformou-se em colaborador, no sentido de que deve colaborar para o sucesso do negócio, ela será imensa, mas podemos reduzir em uma única palavra: adaptabilidade. Afinal, a única maneira de um profissional manter-se atualizado é através da transformação, que surgirá pela aprendizagem constante.

São as pessoas que fazem uma empresa, e portanto, o mercado valoriza cada vez mais, atitudes, habilidades e conhecimentos baseados na solução de problemas, em idéias inovadoras, preparo técnico, utilização eficaz das novas ferramentas tecnológicas e o trabalho em equipe. Surge a necessidade de novos modos de agir e pensar para vencer os obstáculos de um ambiente incerto, no qual as oportunidades e riscos devem ser rapidamente detectados.

Assim como os fatores intangíveis ganham força e importância dentro das organizações, a economia também caminha neste sentido, pois concentra-se em serviços, virtualizações e experiências.

Segundo Marisa Eboli, em seu livro Educação corporativa no Brasil, "são os aspectos relativos ao comportamento e às atitudes que estão imprimindo as características diferenciadoras de estilo e qualidade de gestão".

Se observarmos a classificação das empresas mais admiradas do Brasil, do ano de 2008, feita pela revista Carta Capital, os fatores chave considerados para elaboração desta lista referem-se a: ética, respeito pelo consumidor, qualidade de produtos e serviços, compromisso com RH, qualidade de gestão, responsabilidade social, inovação, entre outros. Confirma-se assim, a afirmação feita de que  os aspectos intangíveis devem ser priorizados na busca da tão sonhada vantagem competitiva. Fomos acostumados a pensar racionalmente, pautados pelas medidas, pelo empirismo e pela objetividade, e continuará sendo assim, o que muda é o acréscimo da intuição, das inteligências morais e espirituais, da visão coletiva, da inteligência emocional, enfim, características difíceis de serem ensinadas, principalmente no mundo calculista dos negócios.

A Educação corporativa vem justamente cumprir esta função de disseminar conhecimentos, atitudes, valores, habilidades, e o que mais for necessário para o desenvolvimento completo das pessoas. Porém, este desenvolvimento dos colaboradores deve estar perfeitamente alinhado às estratégias da organização; são atividades previamente elaboradas e estudadas para que o funcionário possa agregar valor ao negócio. Esta talvez seja a grande diferença entre a Educação escolar, com a qual estamos mais acostumados, e a Educação corporativa.

A primeira tem o objetivo de formar pessoas para serem cidadãos, já a segunda pretende desenvolver pessoas para alavancar os negócios da empresa, através da valorização de seus funcionários.

As empresas através da gestão do conhecimento, devem desenvolver posturas, habilidades, além dos conhecimentos técnicos e instrumentais. A inteligência empresarial será potencializada quando  uma mentalidade e atitude de aprendizagem contínua é instalada em seus colaboradores.

O mercado está cada vez mais exigente, clama por preços justos, produtos e serviços de qualidade, bom relacionamento com o cliente, e a sociedade cobra uma postura ética e sustentável das organizações.

Warren Buffett, a segunda pessoa mais rica do mundo, de acordo com o ranking da revista Forbes (2009), possui uma companhia chamada Berkshire Hathaway, que gere e supervisiona um conjunto de empresas subsidiárias, seus principais negócios estão no ramo de seguros. Sobre sua empresa Warren fala o seguinte: "A Berkshire pode se dar ao luxo de perder dinheiro, até montes de dinheiro, mas não pode se dar ao luxo de perder reputação, nem mesmo um pouquinho".

Deste exemplo podemos concluir a importância dos aspectos intangíveis para os negócios, e seja uma pequena, média ou grande companhia, permanecerão aquelas que cultivarem a cultura de que a empresa é simplesmente física, quem aprende, inova, agrega, são as pessoas.

Referências

Eboli, Marisa. Educação corporativa no Brasil, mitos e verdades. São Paulo: Editora Gente, 2004.

Buffett, Mary e Clark, David. O Tao de Warren Buffett. Rio de Janeiro: Editora Sextante, 2007.

Kelly, Eamonn. Powerful Times: rising to the challenge of our uncertain world. Wharton School Publishing, 2005.
    


 

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