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A Aprendizagem Escolar Diante do Déficit de Atenção

(Página 2)


CAPÍTULO I

I - DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

Nos anos 60, ao se deparar com problemas relacionados a dificuldades de aprendizagem, muito se falava em DA (Dificuldades de Aprendizagem) dando origem a várias terminologias, mas a elaborada pela National Joint Committe For Leanirgi Desabilities (NJCLD, 1994) diz:
Dificuldades de aprendizagem é um termo geral que se refere a um grupo heterogêneo de desordens, manifestadas por dificuldades significativas na aquisição e uso da audição, fala, leitura e escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas. Estas desordens são intrínsecas ao indivíduo, presumivelmente devem-se as disfunções do sistema nervoso central e podem ocorrer ao longo da vida [...] (NJCLD, Smith 1997 pg.59)
Diante dos diversos conceitos sobre DA, pode-se encontrar a TDAH e sua complexidade. O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um distúrbio do neuro desenvolvimento infantil, podendo  persistir ao longo da vida. Os Transtornos de Aprendizagem (TA) em crianças que são diagnosticadas com TDAH são identificados devido ao fato de que a atenção é de suma importância para a aprendizagem na fase de aquisição e desenvolvimento de linguagem. Assim, crianças com dificuldades na comunicação se encontram com dificuldades na relação  interpessoal, com riscos de apresentar transtornos específicos.

Ao considerar-se o alto custo, dificuldades em atividades pedagógicas e efeitos negativos na autoestima dos indivíduos, esta dificuldade pode ser considerada um grande impacto na sociedade. De acordo com vários estudos, crianças diagnosticadas com TDAH podem apresentar o desenvolvimento de outras patologias psiquiátricas e transtorno de humor e ansiedade, e apresentam-se em dois grupos caracterizados por seus sintomas, como pela desatenção e pela hiperatividade.

O grupo da desatenção caracteriza-se pela dificuldade em prestar atenção em detalhes por um tempo muito grande, apresentam dificuldades na concentração ao realizar tarefas e não consegue prestar atenção em diálogos. Outra característica é a de que raramente estes indivíduos dão continuidade em suas tarefas, apresentando dificuldades em comprometer-se com regras procurando evitar atividades com esforço mental, se distraindo com frequência.

No grupo da impulsividade são características as movimentações descontroladas de pés e mãos quando estão sentados, demonstrando dificuldades ao se manterem assim por longo período. Estes indivíduos demonstram uma inquietação em jogos e atividades fazendo muito barulho. Conversam sem se acalmar e não suportam aguardar, tomando a frente em diálogos ou brincadeiras constantemente, é a hiperatividade. Os sintomas de TDAH são muito facilmente confundidos com os de outras patologias, portanto para que a TDAH seja diagnosticada é necessário pelo menos seis sintomas de cada grupo.

Etiologicamente falando, Rohde (1999) considera que o TDAH é uma síndrome heterogênea, pois é definida por fatores genéticos e familiares derivadas biologicamente e psicossociais. Portanto, o TDAH desencadeia-se de disfunções neurológicas no córtex pré-frontal, devido à deficiência da neurotransmissora dopamina. Portanto, em indivíduos com esta dificuldade no momento de concentração, a atividade do córtex pré-frontal diminui quando deveria aumentar, assim surgem vários sintomas como baixo índice de concentração e atenção, gerando uma desorganização, hiperatividade.

Ainda segundo o autor, é necessário observar que sintomas como impulsividade, desatenção e hiperatividade como sintomas isolados podem ser resultantes de sistema educacional inadequado, ou estarem ligados a outros transtornos comuns. Daí a importância de se contextualizar o histórico de vida da criança, levando-se em conta em que momento da vida este indivíduo se encontra, já que os sintomas podem ser considerados diferentes na infância e na adolescência.

II- AS BASES BIOLÓGICAS DO TDAH

O diagnóstico de indivíduos com o TDAH precisa especificamente ser realizado por profissionais especializados, de acordo com Teixeira (2011, p. 44):
Portanto, é muito importante dizer que não existem exames laboratoriais ou de imagem que realizem o diagnóstico. Exames de eletroencefalograma, tomografia computorizada, ressonância magnética, dosagens sanguíneas de serotonina ou noradrenalina não fazem diagnóstico do transtorno de déficit de atenção/hiperatividade.
Devido a trabalhos e barreiras existentes entre o mau comportamento e a boa educação recebida por determinados indivíduos, um médico conhecido como Jorge Freneric Still realizou pesquisas sobre a influência da biologia e da genética como fator nas causas de déficit de atenção. Seguindo o mesmo raciocínio, Willian James, um psicólogo americano, atribuía o DA a uma causa de efeito neurológico. Assim a partir de 1934, Kahn e Cohen, embasando-se nas observações deixadas por Still e Willian, puderam concluir características básicas para o diagnóstico de DA, que seriam a distratibilidade (Incapacidade de filtrar estímulos externos irrelevantes.), a impulsividade e a inquietação.

Com isto, em 1937, Charles Bradley divulgou um sucesso com o uso de medicamento benzedrina, tida como um estimulante como tratamento com crianças que apresentavam distúrbios de comportamento, e a partir de 1970 esta síndrome imputaria não somente a hiperatividade, mas também sintomas leves como o distraimento e a impulsividade. 

A partir dai Kornetsky conclui que DA (déficit de atenção) se da por meio da baixa produção dos neurotransmissores, noradrenalina e dopamina, que são resultantes da sintetização dos aminoácidos tirosina, referindo-se a tal como o regulador exclusivo do DA. Assim, Kornetsky, com suas pesquisas concluiu que a noradrenalina e a dopamina podem ser alteradas pela interferência de varias drogas, o que significou um grande avanço no tratamento de déficit de atenção.

Em meados 1999, Hallowel e Ratey (1999) puderam perceber  a partir de pesquisas que o DA apresenta os mesmos sintomas que indivíduos com doenças do lobo frontal derivadas de lesões ou traumas nesta área, concluindo este distúrbio pode ocorrer no lobo frontal do cérebro. Assim, o cérebro não possui a capacidade de inibir reações devido a perturbações no processo inibitório do córtex (camada externa do cérebro).

Portanto, o cérebro se torna incapaz de bloquear impulsos. Entre muitos medicamentos e diversas teorias, muitos pesquisadores e especialistas tentam buscar uma solução e respostas no tratamento de DA alguns medicamentos como estimulantes ritalina, cybert, dexedrina e os antidepressivos tricíclicos buscam agir nos sistemas da catecolamina e serotonina atuando em processos tencionais desregulados e desacelerar o fluxo de impulsos.

As drogas aumentam os níveis de transmissores, criando um equilíbrio químico na região frontal do córtex cerebral sem que seja necessária uma modificação do sistema cerebral inteiro. Porém, não se pode esquecer que se trata de um problema neurológico que precisa ser tratado por meio dos caminhos que podem amenizar seus sintomas, como o acompanhamento clinico e apoio familiar, que de acordo com Hallowel e Ratey (1999 p.327) "que estão diretamente ligados a estes indivíduos e são os responsáveis por eles", e medicamentos.

De acordo com Rohd, o fármaco que mais prevalece nos tratamento destes sintomas seria metilfenidato (ritalina), que serve como um estimulante inibidor da impulsividade e redutor da hiperatividade sendo eficaz no controle dos níveis de atenção, porém apresenta efeitos como a insônia e inapetência (falta de apetite), o que compromete o comportamento da criança. Vários estudos observam possíveis dependências de uso inadequado dos medicamentos por pessoas que não são portadoras de TDAH.
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