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A Indissociabilidade do Cuidar e Educar

Autor: Sabrina Rodrigues Pereira
Data: 25/01/2017
Cuidar e educar são palavras que acarretam significados diferentes em nossa sociedade, porém nas duas últimas décadas vem surgindo novos debates e questionamentos sobre o currículo das escolas de Educação Infantil e seu papel no desenvolvimento das crianças durante os primeiros anos de vida.    

Durante o início do século XIII um educador alemão chamado Friedrich Froebel (1782-1852) foi fortemente influenciado pelas contribuições pedagógicas de Pestalozzi, e fundou os Kindergarden. Os jardins de infância criados por Froebel tinham como prioridade valorizar a infância, pois ele acreditava que através das brincadeiras as crianças realizavam aprendizagens e sintetizavam as suas concepções de mundo. Se focou no trabalho com crianças em idade pré-escolar. Segundo Aranha:

Froebel privilegiava a atividade lúdica por perceber o significado funcional do jogo e do brinquedo para o desenvolvimento sensório-motor e inventou métodos para aperfeiçoar as habilidades. Estava convencido de que a alegria do jogo levaria a criança a aceitar o trabalho de forma mais tranquila. (2006, P. 201)   

Em contrapartida as creches surgiram tanto no Brasil como na Europa, com o intuito de atender as necessidades das operárias de possuírem um espaço para guardar seus filhos durante sua jornada de trabalho. Com um caráter extremamente assistencialista, o único objetivo era atender as necessidades básicas das crianças, tais como, alimentação e sono.          

Em nossa sociedade desde o final da década de 1950, prevaleceu a concepção das creches como um mal necessário, um espaço de má qualidade e poucos recursos. Esta situação só começou a mudar depois da década de 1970, com o final da ditadura e o surgimento de movimentos populares com o objetivo de reformar o ensino público do ensino primário até o nível superior.   

Com a chegada da constituição de 1988 surgiram novas mudanças muito importantes para a educação pública, pois, a partir desta Lei Magna é que foi estabelecida a Lei de Diretrizes e Bases Da Educação Nacional nº 9394/96 que está em vigor até hoje e estabelece como deve funcionar a educação dentro de todo o território nacional nas escolas públicas e privadas.     

O atendimento em creches e pré-escolas para crianças de zero a seis anos, que já havia sido garantido na constituição de 1988, passou a ser considerado como Educação Infantil e foi integrado a Educação Básica como a primeira etapa de ensino. Entretanto como não se tornou obrigatório ficou sendo de responsabilidade do município e do estado.  Em 2013 a Lei 12.796, de 4 e abril, prevê a obrigatoriedade da matrícula das crianças aos 4 anos de idade no ensino básico, devido esta medida a Educação infantil passou a ser considerada obrigatória e ficou sobre a responsabilidade primeiramente dos municípios. Devido esta medida começaram a surgir novos questionamentos sobre as práticas pedagógicas na Educação Infantil.  O principal ponto questionado foi a participação das crianças em sua aprendizagem, torná-las protagonista do seu processo de desenvolvimento, desfazendo a concepção de que a criança é uma tábua rasa. Para que a prática pedagógica aconteça de forma significativa é necessário que haja equilíbrio entre cuidar e educar.

Faz-se preciso pensar e entender que a criança realiza a leitura de seu contexto e reflete suas aprendizagens através de brincadeiras. A valorização da criança em seu processo de aprendizagem inicia com os bebês na primeira infância, um período importante, pois, durante os primeiros meses de vida o bebê se desenvolve muito rápido e aprende a fazer inúmeras conexões entre o que sente e o mundo ao seu redor.  

É necessário que haja alguém atendo as necessidades físicas e emocionais deste pequeno ser em formação, pois ele é incapaz de sobreviver sozinho. Segundo Ortiz e Carvalho: 

Consideramos que essa ação especifica são o que, no senso comum, chamamos de cuidados básicos ou resposta às necessidades primordiais do bebê [...] o organismo humano é, incapaz de responder a um estado de tensão fisiológica sozinho; o bebê é extremamente dependente do adulto para sua sobrevivência. (2012, p. 33)
    
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