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Construção do Conhecimento e Teorias da Aprendizagem

Autor: Rodrigo de Oliveira Marques
Data: 05/05/2014
RESUMO

Considera-se fundamental analisar o processo de formação que vem sendo dada aos nossos profissionais e, ainda conforme ouvimos com frequência, refletir acerca do descompasso existente entre a formação profissional acadêmica e o campo de trabalho, a ação pedagógica propriamente dita. Significando afirmar que a formação docente deve assegurar uma cultura científica de base em ciências humanas e sociais no que se refere à educação; a capacidade de realizar pesquisas e análises de situações educativas e de ensino; o exercício da docência em contextos institucionais escolares e não-escolares. Portanto, pode-se afirmar que nada ainda está pronto, estamos em um processo de redefinição da nossa profissão e da compreensão da nossa prática. E para tal, precisamos estar atentos às mudanças que estão sendo exigidas de nós e, para isto precisamos estar atentos ao conhecimento que se produz nesta área e que é fundamental para o fortalecimento a nossa profissão e para a nossa própria sobrevivência como educadores. Sendo assim, falar sobre formação do educador implica, definir o que entendemos por formação, no qual não basta só trabalharmos com propostas de modernização a educação, mas tratando-se de repensar a dinâmica do conhecimento no seu sentido mais amplo e as novas funções do educador como mediador deste processo.

Palavras-chave: Formação do professor; Cognição infantil; Construtivismo


 
1 INTRODUÇÃO


    Aprender é construir, tal conceito de aprendizagem contribui para o desenvolvimento na medida em que aprender não é copiar ou reproduzir a realidade.

    Para a concepção construtivista, aprende-se quando somos capazes de elaborar uma representação pessoal sobre um objeto da realidade ou conteúdo que pretendemos aprender. Essa elaboração implica aproximar-se de tal objeto ou conteúdo com a finalidade de apreendê-lo; não se trata de uma aproximação vazia, a partir do nada, mas a partir das experiências.

    Dentro da concepção construtivista da aprendizagem e do ensino, há um caráter ativo do qual participa não apenas o sujeito que aprende como também outros elementos a sua volta ficam em evidência, na frase do aluno, esse aspecto da aprendizagem escolar como um processo ativo no qual o aluno constrói, modifica, diversifica seus esquemas de conhecimento, reelabora, soma com outros para se chegar a um objetivo.

    As implícitas referências ao ensino e à aprendizagem são portadoras dos conceitos fundamentais de Piaget: "inteligência como adaptação, comportando mecanismos de assimilação (ajuste do objeto aos esquemas de compreensão do sujeito)  e  acomodação  (ajuste do sujeito,  transformação  dos seus esquemas de compreensão em função do objeto) e conhecimento como resultado do ato cognitivo".

    É fundamental que a criança perceba a necessidade de determinada aprendizagem para envolver-se, realmente, com sua tarefa. Essa tarefa deve parecer atraente, interessante e, a partir do momento que se lhe é apresentada como algo que permite preencher suas necessidades de aprender, saber, influir, e mudar, proporcionando as condições de interesse e aprendizagem.

    Em síntese, a aprendizagem, entendida como construção de conhecimento, pressupõe entender tanto sua dimensão como produto quanto sua dimensão como processo, isto é, o caminho pelo qual os alunos elaboram pessoalmente os conhecimentos. Ao aprender, o que muda não é apenas a quantidade de informação que o aluno possui sobre um determinado tema, mas também sua competência, a qualidade do conhecimento que possui e as possibilidades pessoais de continuar aprendendo.

    Pode-se enfocar o aluno, dentro dos princípios do Construtivismo, percebendo-se que há um processo de elaboração pessoal do conteúdo,  por parte dele, como  também ver o aluno depondo como se ele fosse autônomo, responsável por sua própria aprendizagem.

    Segundo Piaget, os adultos incentivam o desenvolvimento da autonomia quando trocam pontos de vista com  crianças.Vê-se, então, nessa frase, o professor como o adulto, fazendo o seu papel e o aluno agindo como o autônomo.   

    De acordo com a análise de Coll (1996, p. 27):

Quando o aluno enfrenta um novo conteúdo a ser aprendido, sempre o faz armado com uma série de conceitos, concepções, representações e conhecimentos adquiridos no decorrer de suas experiências anteriores, utilizando como instrumentos de leitura e interpretação e que determinam em boa parte as informações que selecionarão como serão organizadas e quais tipos de relações estabelecerão entre elas.

    Cabe salientar que o conhecimento que o aluno possui não é um obstáculo para a aprendizagem, mas o requisito indispensável para ela, pois os educandos não aprendem apesar de seus conhecimentos prévios, mas por meio deles, e a compreensão da realidade é um processo gradual, que ocorre  simultaneamente ao enriquecimento desses conhecimentos prévios, pois não se trata de suprimi-los, mas de usá-los, revisá-los e enriquecê-los progressivamente.

    Na concepção construtivista, os alunos aprendem e se desenvolvem na medida em que podem construir significados adequados em torno de conteúdos. Este e outros conceitos que fazem parte da concepção construtivista da aprendizagem e do ensino, que não apresentam uma exposição tão profunda dessa concepção, mas aponta alguns de seus conceitos fundamentais que estão intrinsecamente relacionados com a fala.

    Pode-se enfatizar que ao construir significados, os saberes adquiridos formarão outra rede de conhecimentos que, sempre associada ao conhecimento prévio, fará parte da sua memória construtiva ou compreensiva. Ao estar constantemente formando essa memória, pode ter condições de vir a utilizar o conhecimento adquirido quando for necessário, inclusive em contextos diferentes daqueles nos quais foram  construídos.

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