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O Brincar como Fator Importante para o Desenvolvimento Cognitivo e Mental da Criança

Autor: Melissa Prardo Almeida, Iara Paiva
Data: 13/02/2017
Este artigo de revisão foi elaborado com o objetivo de abordar a importância do lúdico para a aprendizagem da criança na Educação Infantil. O trabalho consistiu em uma revisão bibliográfica que se fundamenta em autores como Scholzer, Maluf, Dallabona e Mendes, em que as autoras enfatizam a importância do brincar para o aprendizado. Demonstrando que o aprender brincando é essencial para o desenvolvimento cognitivo e mental das crianças. O presente trabalho procurou entender à relevância que existe de se utilizar o brincar, o brinquedo e a brincadeira nos processos de ensino e aprendizagem e que a escola e os professores precisam relacionar  os conteúdos escolares com a dinâmica lúdica, estimulando a imaginação e a fantasia  tornando a atitude de brincar como  rotina nas escolas.

Palavras-Chave: Criança. Lúdico. Escola.

1. Introdução

Este trabalho surgiu a partir de analises de práticas educativas de professores da educação infantil, em que foi verificada a ausência do lúdico nas aulas e falta de brincadeiras educativas estimulantes no dia a dia escolar das crianças. A partir desse momento, houve a necessidade de conscientização e enfatizar a real necessidade de recorrer ao lúdico, brincar para contribuir com o desenvolvimento saudável e aprendizagem das crianças. Por isso a relevância desta pesquisa. Que tem por objetivo mostrar a importância de introduzir o brincar consciente na sala de aula.

As atividades lúdicas são essenciais para o desenvolvimento infantil e para a educação em si, e enfatizam que a aprendizagem precisa acontecer de forma alegre e divertida, pois é assim que a criança vive em seu mundo. O processo ensino aprendizagem, com crianças pequenas necessita que o professor deposite muita atenção na articulação de ferramentas auxiliadoras do conteúdo a ser ministrado, pois, se aplicadas adequadamente serão capazes de facilitar o entendimento dos conteúdos abordados, aulas alegres são mais prazerosas para as crianças.

2. Concepções de Infância
                  
Durante a Idade Média as crianças não tinham nenhuma autonomia, elas não eram consideradas crianças, mas adultos em miniatura, começando pelas roupas que elas usavam que transformavam os meninos em pequenos homens, e as meninas em pequenas mulheres. Dessa forma a infância não era reconhecida. Foi necessário bastante tempo para que a criança tivesse seus direitos garantidos, ela não tinha direito a educação e era vista como um ser com poucas capacidades.  Segundo Scholze (2007) a partir do momento que o conceito de infância mudou, a criança passou a ter seus direitos garantidos. E aos poucos ela foi tendo o direito à educação. Scholze (2007 apud KRAMER, 2006, p.15) sintetiza o que é ser criança:

[...] seu poder de imaginação, a fantasia, a criação, a brincadeira entendida como experiência de cultura. Crianças são cidadãs, pessoas detentoras de direitos, que produzem cultura e são nela produzidas. Esse modo de ver as crianças favorece entendê-las e também ver o mundo a partir do seu ponto de vista. A infância, mais que estágio, é categoria da história: existe uma história humana porque o homem tem infância. As crianças brincam isso é o que as caracteriza.

A autora enfatiza que a criança deve ter tratamento que evidencie respeito como ser social e que o brincar é uma característica natural da mesma. De acordo com Maluf 2007, p. 17 "Brincar é comunicação, expressão, associando pensamentos e ação." Brincadeira no universo infantil é uma necessidade, enquanto as crianças estão brincando elas organizam a mente, aprendem a dividir, aprendem a socializar com outras crianças, aprendem a resolver os conflitos, aprendem a trabalhar em equipe. Segundo Dallabona:

Brincando o sujeito aumenta sua independência, estimula sua sensibilidade visual e auditiva, valoriza sua cultura popular, desenvolve habilidades motoras, exercita sua imaginação, sua criatividade, socializa-se, interage, reequilibra-se, recicla suas emoções, sua necessidade de conhecer e reinventar e, assim, constrói seus conhecimentos.p.4

A brincadeira faz com que ela produza através da socialização a sua cultura, os seus valores, e é uma atividade que envolve muitos processos de criação. Segundo Scholze (2007 apud BORBA, 2007, p.35) afirma a importância do brincar:

O brincar é uma atividade humana criadora, na qual imaginação, fantasia e realidade interagem na produção de novas possibilidades de interpretação, de expressão de ação pelas crianças assim como de novas formas de construir relações sociais com outros sujeitos, crianças e adultos. Tal concepção se afasta da visão predominante da brincadeira com atividade restrita à assimilação de códigos e papéis sociais e culturais, cuja função principal seria facilitar o processo de socialização da criança e sua integração à sociedade.

O brincar favorece todos os aspectos da vida da criança, do ponto de vista sociológico, psicológico, criativo e pedagógico. No aspecto sociológico a brincadeira é uma forma que a criança encontra de se inserir no meio social. Brincando a criança assimila crenças, costumes, valores e regras. No aspecto psicológico, o brincar está presente nas diferentes formas de comportamento da criança e no pedagógico o brincar é um instrumento importantíssimo para a aprendizagem. Podemos perceber que o brincar está em todas as dimensões da existência do ser humano. Segundo Dallabona e Mendes afirmam:

A criança aprende a brincar brincando e brinca aprendendo. A criança brinca porque é uma necessidade básica, assim como a nutrição, a saúde, a habitação e a educação são vitais para o desenvolvimento do potencial infantil. Para manter o equilíbrio com o mundo, a criança necessita brincar, jogar, criar e inventar.

Além de a brincadeira ter um papel importante para a aprendizagem, a música, os jogos e o brinquedo em si também têm. Scholzer (2007) vai nos mostrar que o brinquedo é um objeto simbólico, que só faz algum sentido para a pessoa que participa da brincadeira. Scholzer (2007) afirma: "Qualquer objeto pode servir como brinquedo, desde que a criança atribua um significado a ele. Esse significado só servirá para o objeto enquanto durar a brincadeira" (SCHOLZER, 2007, p.76). A função do brinquedo vai além de ser apenas um objeto. Segundo Maluf 2007 p.45 "O brinquedo não é apenas um objeto que as crianças usam para se divertirem e ocuparem seu tempo, mas é um objeto capaz de ensiná-las e torná-las felizes ao mesmo tempo." Este desempenha uma função social, em que a criança constrói a relação de posse, de perda, de abandono, de cuidado, de compartilhamento, são relações que futuramente a criança vai ancorar a sua personalidade e construir aprendizagens e relações sociais mais eficazes.
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