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A Importância e a Contribuição da Biblioteca no Ambiente Escolar

Autor: Danielle S. P. Wellichan, Renata M. Coelho Faleiro
Data: 02/02/2017
RESUMO

A Biblioteca Escolar é uma importante aliada da escola e dos professores. Além de oferecer um ambiente favorável ao aprendizado, com ferramentas e suportes informacionais que contribuem para o desenvolvimento, reflexão e discussão, deve disponibilizar um profissional que possa trabalhar de forma significativa em parceria com professores, coordenadores e alunos: o bibliotecário. Mesmo existindo muita distância entre o ideal e o existente, se torna necessária a discussão sobre essa relação e sua contribuição na formação de leitores e no processo ensino-aprendizagem de forma geral.

PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca escolar, Leitura, Formação de leitores.

Nos ambientes escolares podemos considerar as bibliotecas como instrumentos auxiliares no processo ensino-aprendizagem, que se inicia antes mesmo da convivência escolar, pois como Freire (2006) comenta, os indivíduos já têm uma leitura de mundo desenvolvida, por meio dos conhecimentos e vivências e assim, quase naturalmente, torna-se uma prática social essencial para todos. Ao iniciar a leitura então, a criança precisa saber o porquê e o para quê ler, isso a motivará a ler por prazer. A leitura do mundo precede a leitura da palavra, assim como a linguagem e a realidade se relacionam de forma dinâmica para que a compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implique na percepção das relações entre o texto e o contexto.

Essa prática social citada acima precisa ser vista como meio e não como fim, "[...] uma prática de leitura que não desperte o desejo de ler não é uma prática pedagógica eficiente e despertar a curiosidade de leitores requer condições favoráveis para a prática de leitura e escrita" (FREITAS, 2012, p.239).

Historicamente, torna-se comum associar a essa temática da leitura a importância das bibliotecas escolares, o que não significa que existam ou atuem como deveriam e sim que a luta delas por sobrevivência e reconhecimento vem de longa data. Sobre sua origem não há muitas fontes de informação, mas sabe-se que em 1549, com a instalação do Governo Geral em Salvador (BA), os jesuítas e demais ordens religiosas (carmelitas, beneditinos e franciscanos) chegaram ao Brasil e fundaram colégios, conventos e as vinte e oito primeiras bibliotecas em território nacional. Nesse período, a demanda de livros era pequena, devido aos poucos que sabiam ler e com a intenção de catequisar os índios e educar os colonos, a igreja foi quem assumiu a função de educadora do Estado (MORAES, 1979).

Nesse contexto, naturalmente, as primeiras bibliotecas escolares nasceram em colégios religiosos, sendo os jesuítas os maiores responsáveis pelos livros disponíveis no país e que atendiam não só padres ou alunos e sim qualquer cidadão que buscasse aquele serviço. Eram também chamadas de livrarias (ASSIS, 2010), havia livros que atendiam desde o básico até o ensino superior e os acervos eram formados não só para fins religiosos, mas também para auxiliar no aprendizado desde as primeiras fases até os cursos de Filosofia que equivaliam as faculdades.

Com a expulsão da Companhia de Jesus em 1759 e por influência do Marquês de Pombal os conventos começaram a decair por motivos políticos. O objetivo do Marquês era reorganizar a escola de modo a favorecer os interesses do Estado e não aos interesses da fé, o que trouxe consequências para todo o sistema educacional brasileiro. Leigos foram aos poucos introduzidos aos cargos da educação, o que contribuiu para conventos e bibliotecas abandonadas e vazias, além de professores despreparados assumirem a responsabilidade pela formação dos sujeitos.

E assim, as bibliotecas escolares começaram a luta pela sobrevivência, a falta de recursos (financeiros, informacionais e humanos) somados a falta de estrutura e o desinteresse governamental de modo geral marcaram e ainda marcam a realidade das bibliotecas escolares. Conforme Costa (2013) descreveu, em nosso país a tradição pedagógica se limitou ao livro didático ao professor e o ensino à transmissão de conhecimento, restando pouca ou quase nada de atenção para as bibliotecas escolares. Sendo afastada do público escolar, não são raras as vezes que a biblioteca escolar (quando existente) se torna local de castigos ou de tarefas. Não bastando, há os casos de professores que são remanejados para a biblioteca, o que acaba por comprometer não só a organização do local, como também seus produtos e serviços uma vez que lhe faltam habilidades e conhecimentos técnicos e específicos.

Com isso, é preciso rever o papel das bibliotecas escolares, conforme Campello (2003) mencionou citando Lourenço Filho (1944) em uma conferência sobre ensino e biblioteca: o educador pertencente ao movimento da Escola Nova, deve atuar de forma crítica e reformadora no sistema educacional brasileiro, analisando a questão da leitura e da biblioteca, estabelecendo a ideia de que esta teria um papel a desempenhar na educação, que iria além daquele de "depósito de livros", atuando junto ao currículo escolar completando o processo educativo, sendo ambas instrumentos complementares.  No âmbito da pesquisa, o bibliotecário pode também contribuir significativamente, seja ensinando sobre técnicas de pesquisa, ou no próprio ato de buscar o desejado em materiais virtuais ou impressos.

É preciso que o bibliotecário participe não só da elaboração da Proposta Pedagógica, como desenvolva atividades diversificadas baseadas no plano docente, o que contribui para a ampliação da prática pedagógica. Nesse sentido, o trabalho desenvolvido nos Centros Educacionais da Rede SESI-SP tornou-se um exemplo dessa parceria, pois através das Bibliotecas Escolares, tem demonstrado o  trabalho realizado com foco no plano de aula do professor que se estende além da parceria professor/bibliotecário, resultando em orientações para o uso de recursos bibliográficos, além de estimular e desenvolver competências para "acessar, utilizar, produzir e avaliar informação", em "um ambiente favorável à formação do gosto pela leitura", agindo "como polo cultural e uma rede de informação multimídia, buscando inserir alunos e professores ao conhecimento" (MALAQUIAS, 2008, p.16) 

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